
O que dizem os produtores
O casal de produtores de morango Darceli e Ilóivia Chassot (foto acima) participou do projeto do morangueiro da Embrapa com uma unidade de observação. Na propriedade de dez hectares, localizada na Linha São João Norte, Interior de Cerro Largo (RS), os produtores cultivam 12 mil mudas de morangueiro. Além da propriedade, são donos da empresa comercial SCH Morangos.
“Conhecemos a Fênix na safra 2022/23. Testamos a cultivar diretamente no sistema fora do solo em substrato que já vinha sendo usado desde 2020. Ela se desenvolveu bem, se destacou pelo pegamento e sobrevivência de 100% das mudas. O florescimento foi iniciado já em 45 dias após o plantio e as frutas, de tamanho grande e sabor diferenciado, permaneceram estáveis ao longo de toda a safra”, contam os produtores.
Com os bons resultados, Darceli e Ilóivia Chassot aumentaram o número de mudas adquiridas. Afirmam que, para a próxima safra, passarão a trabalhar somente com a cultivar. “Em nossas condições ambientais e de manejo, a Fênix é precoce, mantém o calibre de frutas (grandes), a firmeza e o sabor estável ao longo do ciclo e sem variações, mesmo com oscilações bruscas de temperatura, o que vem ocorrendo com frequência em nossa região.”
Os produtores mantiveram as plantas implantadas na safra 2024 para a safra de 2025. “Para a nossa grata surpresa, mesmo em substrato em uso desde 2020, a Fênix manteve o estande e principalmente a precocidade, o padrão e a qualidade dos morangos, sem diferenças nesses aspectos. E tudo indica que a produção será maior no fim da safra”.
O estande mencionado pelos produtores refere-se à densidade de plantio, ou seja, ao número de plantas por unidade de área em uma lavoura.

O caso de Atibaia (SP)
O cultivo de morango em Atibaia, São Paulo, é expressivo, especialmente com a cultivar Fênix. Lá, há uma parceria entre produtores e o poder público municipal. “Eles adotaram a Fênix quase como um patrimônio de Atibaia”, conta, entusiasmado, o pesquisador Luís Eduardo Antunes. O município já organizou três eventos dedicados à cultura do morangueiro.
O produtor José Roque Doratioto, do Sítio Serrano, em Atibaia, tem cinco alqueires cultivados com morango. Ele avaliou a cultivar Fênix e ressalta as características de alta produtividade, sabor intenso e tempo de durabilidade satisfatório. A sua propriedade é uma das unidades de observação do projeto.
Doratioto chama a atenção para a questão das mudas piratas. “É preciso fiscalizar as mudas, quando não se sabe direito a origem, pois já há quem está pirateando mudas da cultivar”.
Ao longo desses dois últimos anos, a Prefeitura Municipal de Atibaia está fazendo a sua parte: estabeleceu uma parceria com a Embrapa, adquirindo plantas matrizes para o Viveiro Municipal. Em 2025, produziu cerca de 400 mil mudas, as quais foram distribuídas aos produtores Atibaianos. “Ampliamos nosso Viveiro, conseguimos entregar mudas de qualidade para os produtores, despertando o interesse de mais pessoas”, diz o engenheiro agrônomo Marco Albertini.
Segundo ele, há produtores que estão conseguindo melhor rentabilidade com a comercialização de morangos, cujas embalagens identificam a cultivar Fênix. “Estamos distantes do período de distribuição das mudas pelo município, mas os produtores já estão reservando para 2026”, completa Albertini.
Fotos: SCH Morangos (casal de produtores Darceli e Ilóivia Chassot) e
Pedro e Santiago Rangel (produção de mudas na região de Atibaia)
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