A pesquisa
Os dois abacaxis são denominados “irmãos germanos”, ou seja, têm a mesma genealogia. São cultivares para consumo in natura, desenvolvidas pelo programa de melhoramento genético da Embrapa, a partir do cruzamento entre uma variedade da Amazônia (FRF 632, coletada pela Embrapa e mantida no Banco Ativo de Germoplasma de Abacaxi, em Cruz das Almas, BA) com a cultivar Gold ou MD-2. A seleção inicial foi realizada em 2012 (ciclo sexual), e a confirmação dos atributos, nas colheitas realizadas entre 2014 e 2018 (ciclos clonais).
“Abacaxi, assim como banana e mandioca, é cultura de propagação vegetativa. Uma vez selecionado o material superior, consegue-se clonar o material, ou seja, as plantas multiplicadas serão todas iguais entre si”, explica Junghans.
Para criar uma nova cultivar de abacaxi por hibridação, faz-se o cruzamento de duas variedades, sendo ao menos uma resistente à fusariose. Das sementes obtidas, são gerados os genótipos que passam por várias etapas de seleção. A primeira é a resistência à fusariose.
Os genótipos resistentes são avaliados em campo, para características da planta (como vigor e produção de mudas) e do fruto (peso, teor de açúcares, acidez, entre outras). Os melhores genótipos selecionados na Embrapa após três ciclos clonais são avaliados nas principais regiões produtoras de abacaxi.
Quatro deles foram registrados em 2022, entre os quais, o BRS Sol Bahia e o BRS Diamante (foto à esquerda). As validações agronômicas foram feitas em áreas comerciais de parceiros e instituições de ensino e pesquisa nos estados da Bahia, Pará, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso e Ceará. Após o lançamento em Frutal, estão previstas ações de promoção em Itaberaba (BA), em dezembro de 2025, e São Francisco do Itabapoana (RJ), no segundo semestre de 2026.
Foto: Davi Junghans (BRS Diamante)
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