01 dez de 2025
Nutrição de base: o primeiro passo para o desempenho futuro dos leitões

Mig-PLUS aponta a introdução alimentar como etapa decisiva para a qualidade dos leitões

Garantir o desempenho futuro na suinocultura começa muito antes da fase de engorda: esse processo se inicia na nutrição dos leitões recém-nascidos. É nos primeiros 30 dias de vida que se constrói a base fisiológica e metabólica que determinará a saúde, o bem-estar e o potencial produtivo desses animais. A baixa ingestão de colostro, por exemplo, é apontada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) como a principal causa de mortalidade nas primeiras 24 horas de vida. O colostro fornece imunidade passiva, energia e nutrientes essenciais para o início da vida dos leitões, sendo indispensável para sua sobrevivência e desenvolvimento.

A médica veterinária e gerente da Linha Pediátrica da Mig-PLUS, Laura Argenti, explica que o principal desafio é fazer a troca do leite por ração sem trazer prejuízos à saúde animal, já que na fase de aleitamento o intestino do animal estará mais adaptado ao leite materno. A estratégia, segundo a especialista, é iniciar o fornecimento gradativo da ração ainda na maternidade.

“A introdução alimentar adequada é fundamental para ensinar o leitão a comer e preparar o trato gastrointestinal para digerir novos alimentos. Até os 25 dias, eles são especialistas em digerir lactose; por isso, precisamos desenvolver, de forma gradual, a capacidade de produzir enzimas que permitam a digestão de outros nutrientes. Essa transição é determinante para o crescimento e o futuro do rebanho”, afirma.

Argenti alerta que a má nutrição inicial pode resultar em baixo ganho de peso diário (GPD) na saída da maternidade, um fator que tende a se multiplicar nas fases seguintes, impactando o desempenho na creche e terminação e, consequentemente, a rentabilidade. Entre as soluções desenvolvidas pela Mig-PLUS para a fase inicial de vida dos leitões, há a Linha Pediátrica, composta por produtos formulados para atender às necessidades específicas dos animais recém-nascidos e em fase de introdução alimentar. Essa linha tem como foco o desenvolvimento e modulação intestinal, a imunidade e o estímulo à ingestão de alimentos sólidos.

O colostro materno tem papel importante na garantia da imunidade, no fornecimento de energia e no desenvolvimento intestinal dos leitões. “O leitão precisa ingerir entre 200 e 250 ml de colostro nas primeiras horas de vida. Como isso nem sempre é possível, devido ao grande número de nascimentos e à dificuldade de colostragem, é fundamental buscar alternativas que favoreçam o fechamento da parede intestinal e que contribuam para um bom início de vida dos animais”, acrescenta.

Outro ponto de atenção na fase inicial é o uso de ingredientes com alta digestibilidade e elevados teores de lactose, que favorecem a adaptação alimentar dos leitões recém-desmamados. Formulações enriquecidas com fontes de lactose de liberação gradual ajudam a modular o intestino, pois fornecem substrato para a flora intestinal, estimulando seu desenvolvimento sem a necessidade de probióticos adicionais. “Ao restringirmos o contato do animal com o ambiente, que naturalmente contribuiria para a formação da microbiota, precisamos compensar essa ausência por meio da nutrição. O foco na saúde intestinal é essencial para garantir crescimento, bem-estar e para reduzir os efeitos adversos de medicamentos, como antibióticos, que eliminam tanto bactérias benéficas quanto patogênicas”, finaliza.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil produziu, em 2024, 5,305 milhões de toneladas de carne suína, exportando 1,353 milhão de toneladas entre janeiro e dezembro. Esses números posicionam o país entre os maiores produtores e exportadores de carne suína do mundo, evidenciando a importância de práticas nutricionais eficientes e de manejo adequado desde as fases iniciais da produção.

Sobre a Mig-PLUS

A Mig-PLUS é uma empresa brasileira referência em nutrição animal, com forte presença na Região Sul e atuação destacada no desenvolvimento de soluções nutricionais para a produção de proteína animal. Em 2024, a multinacional Cargill teve a aquisição da Mig-PLUS aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), passando a controlar as duas fábricas da marca. A integração reforça a estratégia da Cargill de ampliar sua atuação no mercado, aproveitando a estrutura sólida construída pela Mig-PLUS e potencializando ganhos operacionais e de inovação. Juntas, as empresas trabalham para oferecer portfólios mais eficientes, sustentáveis e alinhados às demandas dos produtores, mantendo o compromisso com responsabilidade, transparência e excelência no atendimento.

Fonte: ioeste

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