Dessa maneira, na comparação feita dia a dia, em São Paulo, os preços dos animais terminados permaneceram estáveis para todas as categorias.
Pelos dados da Scot, o boi sem padrão-exportação vale R$ 318/@, o “boi-China” é negociado por R$ 322/@, a vaca está cotada em R$ 302/@ e a novilha é vendida por R$ 312,00/@ (todos os preços são brutos, no prazo).
Para a segunda-feira (12/1), a perspectiva é de manutenção do cenário atual, acredita a Scot. “Enxergamos, para o curto prazo, um mercado ainda sem grandes emoções”, antecipa o zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot.
Salvaguarda chinesa
Segundo Fabbri, por ora, o anúncio da salvaguarda chinesa não gerou impactos ao mercado físico do boi gordo.
Pequim estabeleceu uma cota global de importação e cotas anuais específicas por país, além da incidência de uma tarifa adicional de 55% sobre volumes que ultrapassarem essas cotas. As medidas entraram em vigor na sexta-feira (1º de janeiro), e têm duração prevista de três anos, até 31 de dezembro de 2028.
A cota atribuída ao Brasil é de 1,1 milhão de toneladas (para 2026), volume bem abaixo da quantidade exportada ao mercado chinês em 2025, de 1,6 milhão de toneladas, o que deixa parte do fluxo sujeito à tarifa extra de 55% (acrescida da tarifa anterior de 12%, totalizando 67%).
Boi futuro
Na quinta-feira (8/1), o mercado futuro do boi gordo na B3 apresentou variações mistas entre os contratos. O destaque positivo ficou para o contrato com vencimento em fevereiro de 2026, que encerrou o pregão cotado a R$ 320,05/@, com leve alta de 0,22% em relação ao fechamento anterior.