Conflito no Oriente Médio pressiona fertilizantes e pode encarecer alimentos no Brasil em 2026
Alta da ureia a US$ 500 por tonelada e petróleo acima de US$ 80 ampliam custo de produção no campo e tendem a chegar ao supermercado
A escalada do conflito no Oriente Médio em março de 2026 já afeta diretamente o agronegócio brasileiro e deve atingir o consumidor nas próximas semanas. O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que utiliza, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos, e depende do Oriente Médio para parte relevante dos nitrogenados, como a ureia. Com paralisações industriais e instabilidade nas rotas marítimas, o insumo voltou a testar o patamar de US$500 por tonelada no mercado internacional.
Ao mesmo tempo, o petróleo superou os US$80 por barril, pressionando o diesel. A Confederação Nacional do Transporte aponta que o frete pode representar até 30% do custo logístico em longas distâncias no escoamento de grãos. O resultado é uma combinação de fertilizante mais caro e transporte mais oneroso, elevando o custo final da produção agrícola.
O impacto no bolso do consumidor ocorre de forma encadeada. Fertilizantes mais caros elevam o custo da soja e do milho, que são base da ração animal. Isso encarece carnes, ovos e leite. O diesel mais alto pressiona o frete de hortifrúti e alimentos industrializados. Como a alimentação tem peso relevante no Índice de Preços ao Consumidor Amplo, qualquer choque prolongado tende a se refletir na inflação oficial.
Segundo Altair Heitor, contador, psicólogo e especialista em gestão tributária para o agronegócio, natural de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, e CFO da consultoria Palin & Martins, com mais de 22 anos de atuação no mercado, o consumidor sente o efeito com alguma defasagem, mas de forma inevitável. “O produtor absorve parte do aumento no primeiro momento, mas a margem do agro não suporta choques prolongados. Em algum ponto, o reajuste chega à gôndola”, afirma.
Ele explica que, se o conflito se estender por meses, o risco deixa de ser apenas preço e passa a ser oferta. “O Brasil pode enfrentar dificuldade de acesso a nitrogenados, o que compromete produtividade e área plantada. Isso afeta o volume disponível e sustenta preços elevados por mais tempo”, diz.
Para reduzir o impacto no caixa da empresa rural ou agroindustrial, Altair Heitor defende uma combinação de medidas estratégicas. A primeira é o planejamento antecipado de compras, com diversificação de fornecedores e negociação de contratos futuros para travar parte do custo. “Quem depende de um único fornecedor internacional fica mais vulnerável. Diversificar a origem reduz risco”, afirma.
Sobre Altair Heitor
Altair Heitor é contador, psicólogo e especialista em gestão tributária para o agronegócio, com mais de 22 anos de experiência. Graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade Dom Pedro II (SRES) e em Psicologia pela UNORP, possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria, Auditoria e Compliance pela FGV. Atua como CFO da consultoria Palin & Martins, onde lidera projetos de recuperação de crédito tributário, compliance fiscal e reestruturação estratégica para produtores rurais e empresas do agro, ao lado da sócia Jéssica Palin.
Reconhecido como referência nacional em recuperação de crédito de ICMS e especialista em e-CredRural, e-CredAc e crédito acumulado, também ministra mentorias e treinamentos técnicos voltados à capacitação do setor. Sua atuação ganhou destaque com o aumento das exigências fiscais no campo, defendendo a contabilidade como ferramenta estratégica para geração de resultados. Acesse instagram.com/altairheitor
Fundada em São José do Rio Preto (SP), a Palin & Martins é uma consultoria especializada em gestão tributária para o agronegócio, com atuação em todo o território nacional. A empresa é referência na recuperação de créditos de ICMS, conformidade fiscal e reestruturação estratégica, com foco em produtores rurais, empresas do agro e exportadores.
Sob a liderança de Altair Heitor, contador e psicólogo com mais de 22 anos de experiência, e da advogada e psicóloga Jéssica Palin Martins, a consultoria já movimentou mais de R$ 629 milhões em créditos tributários para seus clientes.
Reconhecida por aliar precisão técnica, inteligência de dados e abordagem humanizada, a Palin & Martins atua diretamente na conversão de tributos em ativos financeiros legítimos. Além disso, oferece mentorias e treinamentos voltados à capacitação de empresários e profissionais do setor. Acesse palinemartins.com.br