16 mar de 2026
Empresas que atuam no comércio exterior adotam inteligência regulatória e seguem cinco cuidados para reduzir riscos operacionais

Solução desenvolvida pela Saygo centraliza informações fiscais cambiais e aduaneiras para aumentar previsibilidade financeira e eficiência nas operações internacionais

O comércio exterior brasileiro movimentou cerca de US$ 629 bilhões em 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Apesar do volume expressivo de operações internacionais, empresas que importam ou exportam ainda enfrentam um ambiente altamente regulado e burocrático, marcado por exigências fiscais, cambiais e aduaneiras que podem impactar custos e prazos das operações.

Estimativa do Banco Mundial indica que processos de importação no Brasil podem levar cerca de 13 dias úteis, quase o dobro da média global, o que amplia custos operacionais e exige controle rigoroso de informações fiscais e logísticas.

Thiago Oliveira, CEO da Saygo, holding especializada em comércio exterior, câmbio e soluções tecnológicas para operações internacionais, afirma que a complexidade regulatória exige uma gestão cada vez mais estruturada de dados. “O Brasil possui sistemas públicos avançados de controle do comércio exterior, mas dentro das empresas as informações ainda ficam fragmentadas entre despachantes, bancos, contadores e planilhas internas. Quando não há visão consolidada da operação, surgem riscos regulatórios invisíveis e perda silenciosa de margem”, afirma.

Para enfrentar esse problema, a empresa desenvolveu o Vision, plataforma voltada à inteligência regulatória aplicada ao comércio exterior. A solução centraliza dados oficiais autorizados pelos clientes e conecta informações fiscais, cambiais e aduaneiras em uma única estrutura analítica, permitindo acompanhar riscos operacionais e melhorar a previsibilidade financeira das operações.

Segundo Oliveira, o objetivo da ferramenta é transformar obrigações regulatórias em informação estratégica para as empresas. “Quando a organização consegue enxergar a operação completa, ela deixa de reagir aos problemas e passa a antecipar gargalos, identificar ineficiências tributárias e tomar decisões com base em dados”, explica.

A tecnologia nasceu da evolução de um sistema interno utilizado por cerca de duas décadas para controle de processos de importação dentro da estrutura que deu origem à Saygo. Com a modernização da arquitetura tecnológica e a integração de diferentes camadas regulatórias, a solução passou a funcionar como uma infraestrutura de governança de dados voltada à gestão de operações internacionais.

De acordo com o executivo, muitas empresas utilizam ERPs, consultorias tributárias e assessorias aduaneiras, mas cada ferramenta costuma resolver apenas uma parte do problema. “Falta uma camada de inteligência que conecte tributos, câmbio e logística. A proposta do Vision é justamente criar essa visão integrada da operação”, afirma.

O especialista aponta cinco cuidados para empresas que querem adotar inteligência regulatória no comércio exterior

A digitalização das operações internacionais tem levado empresas a buscar soluções tecnológicas capazes de reduzir riscos e melhorar o controle de dados. Especialistas indicam que a adoção desse tipo de ferramenta exige atenção a alguns fatores estratégicos.

  • Começar pelo diagnóstico da operação
    O primeiro passo é identificar onde estão os gargalos informacionais da empresa. Processos baseados em planilhas paralelas, dados duplicados ou ausência de integração entre áreas costumam indicar que a operação precisa de maior governança.

  • Priorizar soluções baseadas em dados oficiais

    Ferramentas que utilizam registros oficiais do comércio exterior e bases fiscais autorizadas pelo cliente tendem a oferecer análises mais confiáveis e auditáveis. Isso reduz o risco de inconsistências regulatórias e melhora a tomada de decisão.

  • Avaliar a integração entre áreas da empresa

    Soluções eficazes conectam diferentes dimensões da operação, incluindo tributos, câmbio, logística e gestão financeira. Quando cada área trabalha com informações isoladas, decisões estratégicas podem ser tomadas com base em dados incompletos.

  • Garantir conformidade com a legislação de dados

    Outro ponto essencial é a segurança das informações. Plataformas modernas utilizam análises estatísticas e padrões operacionais sem expor dados sensíveis ou violar normas como a Lei Geral de Proteção de Dados.

  • Buscar parceiros com experiência no comércio exterior

    A escolha do fornecedor também exige atenção. “Tecnologia sem conhecimento profundo da operação internacional tende a gerar mais complexidade em vez de resolver o problema. A inteligência precisa nascer da experiência prática do setor”, afirma Oliveira.

Para o CEO da Saygo, a inteligência regulatória tende a se tornar um diferencial competitivo nos próximos anos. “O custo do erro no comércio exterior é alto. Uma classificação fiscal incorreta ou um documento incompleto podem gerar multas, retenção de mercadorias e quebra de contratos. Quando a empresa passa a operar com dados estruturados, ela reduz riscos e ganha previsibilidade para crescer com mais segurança”, conclui.

Sobre Thiago Oliveira

Thiago iniciou sua trajetória empreendedora há mais de 20 anos. Com um Monza e dinheiro emprestado, fundou seu primeiro negócio em logística, que anos depois seria vendido por milhões de dólares. Tornou-se sócio da maior aceleradora de startups da América Latina, a ACE, e do maior Venture Capital da região, a Bossanova Investimentos.

Ao identificar os desafios enfrentados por importadores e exportadores no fechamento de câmbio, fundou a corretora de câmbio do grupo, inicialmente chamada Zebra e agora Saygo Câmbio, transformando o setor. Além de empreendedor, é mentor e conselheiro de diversas empresas e cofundador da Oliveira Foundation, ONG que já impactou mais de 100 mil crianças em países de língua portuguesa. Seu foco está em soluções cambiais, desenvolvimento tecnológico e estratégias para expansão internacional de empresas.

Para mais informações, visite o Linkedin.

Sobre a Saygo

A Saygo é uma holding brasileira especializada em comércio exterior, formada pela unificação da Proseftur Assessoria em Comércio Exterior e da Zebra Corretora de Câmbio. Com mais de 23 anos de experiência, a empresa oferece soluções integradas para importadores e exportadores, abrangendo assessoria em operações internacionais, serviços cambiais e desenvolvimento de tecnologias para otimização de processos globais. Seu compromisso é auxiliar empresas a ingressarem e expandirem suas atividades no mercado internacional, proporcionando estratégias inovadoras e suporte especializado.

Para mais informações, visite o site ou o Instagram.

Sobre Thiago Oliveira

Thiago iniciou sua trajetória empreendedora há mais de 20 anos. Com um Monza e dinheiro emprestado, fundou seu primeiro negócio em logística, que anos depois seria vendido por milhões de dólares. Tornou-se sócio da maior aceleradora de startups da América Latina, a ACE, e do maior Venture Capital da região, a Bossanova Investimentos.

Ao identificar os desafios enfrentados por importadores e exportadores no fechamento de câmbio, fundou a corretora de câmbio do grupo, inicialmente chamada Zebra e agora Saygo Câmbio, transformando o setor. Além de empreendedor, é mentor e conselheiro de diversas empresas e cofundador da Oliveira Foundation, ONG que já impactou mais de 100 mil crianças em países de língua portuguesa. Seu foco está em soluções cambiais, desenvolvimento tecnológico e estratégias para expansão internacional de empresas.

Para mais informações, visite o Linkedin.

Sobre a Saygo

A Saygo é uma holding brasileira especializada em comércio exterior, formada pela unificação da Proseftur Assessoria em Comércio Exterior e da Zebra Corretora de Câmbio. Com mais de 23 anos de experiência, a empresa oferece soluções integradas para importadores e exportadores, abrangendo assessoria em operações internacionais, serviços cambiais e desenvolvimento de tecnologias para otimização de processos globais. Seu compromisso é auxiliar empresas a ingressarem e expandirem suas atividades no mercado internacional, proporcionando estratégias inovadoras e suporte especializado.

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Fontes de pesquisa

Ministério do Desenvolvimento Indústria Comércio e Serviços MDIC – Estatísticas de comércio exterior brasileiro
https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/comercio-exterior/estatisticas/balanca-comercial-brasileira

Sistema Integrado de Comércio Exterior Siscomex – Portal oficial do sistema de registro das operações
https://www.gov.br/siscomex/pt-br

Banco Mundial – Trading Across Borders indicadores logísticos e burocráticos
https://archive.doingbusiness.org/en/data/exploretopics/trading-across-borders

Receita Federal do Brasil – Cruzamento eletrônico de dados e fiscalização fiscal
https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/fiscalizacao-e-controle/cruzamento-de-dados

Fonte: ioeste

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