17 abr de 2026
IATF entra em nova fase com avanço da biotecnologia na pecuária

O uso de hormônios recombinantes amplia a padronização dos protocolos reprodutivos, reduz variações entre lotes e aumenta a eficiência na pecuária de corte

A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) consolidou-se como uma das principais ferramentas para ganho de escala, padronização e avanço genético na pecuária brasileira. Com a intensificação dos sistemas produtivos, no entanto, o desafio deixa de ser apenas adotar a técnica e passa a ser executar protocolos com maior controle e consistência de resultados.

Esse movimento acompanha a evolução recente da pecuária nacional. Após avanços sanitários, aumento da demanda e maior inserção do Brasil no mercado internacional, cresce também a pressão por produtividade e eficiência dentro das fazendas. Nesse cenário, a reprodução assume papel cada vez mais estratégico.

“A IATF já é uma ferramenta consolidada, mas o nível de exigência mudou. Hoje, não se busca apenas prenhez, mas regularidade de resultado, padronização de lote e eficiência operacional”, afirma Rafael Moreira, gerente da Linha de Reprodução da Ceva Saúde Animal.

Na prática, os principais gargalos passam a estar na execução dos protocolos. Diferenças na resposta entre animais, inconsistência entre lotes e maior sensibilidade ao manejo impactam diretamente os índices reprodutivos e é justamente nesse ponto que a biotecnologia começa a ganhar espaço.

Parte dessa variabilidade está associada à própria base biológica dos protocolos. O eCG (gonadotrofina coriônica equina), amplamente utilizado na IATF, desempenha papel central na estimulação do crescimento folicular e na indução da ovulação, especialmente em fêmeas em anestro ou com menor condição corporal. Tradicionalmente obtido a partir do sangue de éguas prenhes, esse hormônio pode apresentar variações entre lotes, com reflexos na uniformidade das respostas.

“Na reprodução, pequenas diferenças têm impacto direto no resultado final. A consistência do protocolo passa a ser tão importante quanto a técnica em si”, explica Moreira.

Nesse contexto, o uso de hormônios recombinantes representa um avanço importante ao permitir maior padronização molecular e controle sobre os protocolos. Entre essas soluções, o Foli-Rec, da Ceva Saúde Animal, se destaca como o primeiro eCG recombinante disponível no Brasil.

Desenvolvido a partir de uma fração do DNA da égua e produzido em biorreator, o produto elimina a dependência de matéria-prima de origem animal garantindo maior pureza e uniformidade da molécula. Na prática, isso se traduz em respostas mais estáveis no crescimento folicular e na sincronização da ovulação, reduzindo oscilações comuns em produtos biológicos tradicionais.

“O avanço está justamente na capacidade de reduzir variabilidade. Isso aumenta o nível de controle sobre o protocolo e melhora a previsibilidade dos resultados”, destaca Moreira.

Outro ponto que reforça esse novo momento da IATF é a consolidação do uso da tecnologia no campo. Com mais de 1 milhão de doses utilizadas no Brasil em pouco mais de um ano, o Foli-Rec já demonstra rápida adoção, refletindo resultados consistentes na aplicação dos protocolos e maior confiança por parte dos produtores.

Além do impacto biológico, a biotecnologia também contribui para a eficiência operacional da IATF. O Foli-Rec é apresentado na forma líquida, pronto para uso, eliminando etapas de reconstituição e reduzindo o risco de falhas de manejo — um ponto relevante em um cenário de escassez de mão de obra qualificada.

Essa combinação entre padronização, facilidade de uso e redução de variabilidade está diretamente ligada a uma demanda crescente do setor: maior controle e profissionalização da produção.

Outro aspecto relevante dessa evolução é o alinhamento com as exigências de bem-estar animal. Por não depender da coleta de sangue de éguas prenhes, o eCG recombinante elimina uma prática que vem sendo cada vez mais questionada em mercados internacionais, incorporando à produção conceitos de responsabilidade e ética.

“Essa é uma tendência clara. O setor caminha para soluções mais sustentáveis, padronizadas e com maior controle. A biotecnologia responde diretamente a esse movimento”, completa Moreira.

Diante de um cenário mais competitivo e tecnificado, a IATF amplia seu papel dentro da estratégia produtiva. Mais do que expandir o uso da técnica, o foco passa a ser a qualidade da execução, com maior previsibilidade, menor variabilidade e alinhamento às novas demandas da pecuária. 

Sobre a Ceva Saúde Animal

A Ceva Saúde Animal (Ceva) é a 5ª empresa global de saúde animal, liderada por veterinários experientes, cuja missão é fornecer soluções de saúde inovadoras para todos os animais e garantir o mais alto nível de cuidado e bem-estar. Nosso portfólio inclui medicina preventiva, como vacinas, produtos farmacêuticos e de bem-estar para animais de produção e de companhia, como também equipamentos e serviços para fornecer a melhor experiência para nossos clientes. Com 7.000 funcionários em 47 países, a Ceva se esforça diariamente para dar vida à sua visão como uma empresa OneHealth: “Juntos, além da saúde animal”.

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Fonte: ioeste

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