30 jun de 2026
Custo da cesta básica sobe em todas as capitais monitoradas pela Neogrid e FGV IBRE em maio

Levantamento mostra alta da cesta básica em Brasília, enquanto São Paulo assume a liderança entre as capitais mais caras e Belo Horizonte mantém o menor custo

São Paulo, junho de 2026 – Os preços da cesta básica apresentaram alta em todas as oito capitais analisadas em maio, segundo levantamento da Cesta de Consumo Neogrid & FGV IBRE. O movimento indica uma pressão generalizada sobre os alimentos essenciais em relação ao mês anterior.

Em maio, o Rio de Janeiro registrou a menor variação mensal entre as capitais analisadas, com alta de apenas 0,91% em relação a abril, passando de R$981,37 para R$990,32. Por conta desse avanço contido, a capital fluminense deixou de ocupar a liderança nacional em preços da cesta básica, posição que foi assumida por São Paulo. Ainda assim, os custos persistentes ligados à logística urbana e ao padrão de consumo característico dos cariocas mantêm o Rio entre as cidades com patamares elevados, sendo destaque como uma das principais referências de preços altos no país.

Manaus registrou uma alta moderada de 1,27% no preço da cesta básica, que passou de R$841,62 em abril para R$852,30. O avanço, embora mais contido do que em meses anteriores, reflete a pressão de fatores estruturais e os custos logísticos do transporte na região. A dependência de itens industrializados também segue como componente relevante, contribuindo para manter os preços da capital amazonense em patamares elevados.

São Paulo registrou em maio um dos maiores aumentos no preço da cesta básica entre as capitais monitoradas, alta de 2,67%, passando de R$974,92, em abril, para R$1.000,94. Com esse avanço, a metrópole assumiu a liderança nacional, superando o Rio de Janeiro e se tornando a cidade com o maior custo médio. A combinação de alta demanda, complexidade logística de abastecimento e pressão sobre os preços dos legumes contribuiu para o movimento, reforçando o peso do consumo na maior capital do país.

Salvador apresentou em maio uma variação positiva de 2,15% no preço da cesta básica, que passou de R$867,65 em abril para R$886,29. O avanço reflete a pressão sobre itens alimentares, especialmente legumes e feijão, que continuam sujeitos a oscilações sazonais e aos custos de transporte. Com isso, a capital baiana se mantém entre as cidades onde os preços da cesta de consumo seguem em trajetória de alta.

Curitiba registrou em maio uma alta de 1,13% no preço da cesta básica, passando de R$768,81, em abril, para R$777,53. Embora a variação mensal tenha sido contida, os movimentos internos foram intensos, os legumes tiveram a maior alta entre todas as capitais, com avanço de 43,71%, enquanto os ovos apresentaram queda expressiva de 20,05%. O contraste evidencia como fatores climáticos que afetam a produção agrícola regional podem gerar oscilações simultâneas de alta e baixa dentro da mesma cesta.

Belo Horizonte registrou em maio uma alta de 1,97% no preço da cesta básica, com o valor médio passando de R$754,93, em abril, para R$769,83. O movimento foi impulsionado principalmente pelos legumes, que avançaram 31,38%, e pelo feijão, com alta de 4,65%, evidenciando pressões disseminadas sobre alimentos essenciais. Apesar disso, a capital mineira segue com a cesta básica mais barata entre as capitais analisadas, ao mesmo tempo em que lidera o acumulado de aumento no semestre.

Fortaleza registrou em maio uma elevação significativa de 3,18% no preço da cesta básica, passando de R$901,02, em abril, para R$929,69. Foi um dos maiores avanços mensais do levantamento, impulsionado principalmente pelos legumes, que subiram 27,03%, e pela carne bovina, com alta de 6,71%. O resultado reforça a influência do mercado regional sobre os alimentos, colocando a capital cearense entre as cidades com maior pressão de preços no período.

Brasília registrou em maio o maior aumento mensal entre as oito capitais analisadas, a alta de 3,30%, com o preço médio passando de R$848,08, em abril, para R$876,04. A capital federal, que costuma apresentar valores intermediários em relação às demais cidades, foi pressionada principalmente pelos legumes, que subiram 20,68%, e pelo feijão, com avanço de 8,14%. Em contrapartida, o pão apresentou recuo de 2,18%, atenuando parcialmente a escalada dos preços.

Na análise geral das oito capitais monitoradas, São Paulo passou a registrar em maio de 2026 a cesta básica mais cara do país, alcançando R$1.000,94 e superando o Rio de Janeiro, que ficou em R$990,32. Na outra ponta, Belo Horizonte manteve o menor custo, com R$769,83. A diferença entre os extremos chega a 30%, evidenciando disparidades regionais no acesso e no preço dos alimentos. Esses contrastes refletem fatores estruturais como logística de abastecimento, incidência diferenciada de tributos estaduais e concentração da oferta no varejo alimentar, que seguem moldando o custo de vida de forma desigual no território nacional.

Quadro 1 – Preços médios da cesta de consumo básica em maio/26, por capital

Comportamento acumulado no semestre

Quadro 2 – Variação acumulada da cesta de consumo básica em maio/26, por capital

No acumulado dos últimos seis meses, o comportamento da cesta básica mostrou forte disparidade entre as capitais analisadas. Belo Horizonte liderou as altas, com avanço de 8,42%, passando de R$710,04, em dezembro de 2025, para R$769,83 em maio de 2026. Esse crescimento expressivo evidencia pressões persistentes sobre alimentos essenciais e coloca a capital mineira como destaque nacional no encarecimento da cesta no período.

Fortaleza registrou no semestre uma elevação expressiva de 7,95% no preço da cesta básica, passando de R$861,24, em dezembro de 2025, para R$929,69 em maio de 2026. Logo em seguida aparece Salvador, com avanço acumulado de 6,84%, saindo de R$829,58 para R$886,29 no mesmo período. O resultado mantém a capital baiana em patamar intermediário, enquanto Fortaleza se consolida entre as cidades com maior pressão de preços no acumulado.

São Paulo acumulou alta de 6,64%, passando de R$938,59, em dezembro para R$1000,94, em maio reforçando, agora também no acumulado, o protagonismo da metrópole paulista entre as cestas mais caras do país. Brasília registrou alta acumulada de 5,67%, passando de R$829,05 em dezembro para R$876,04 em maio, mantendo valores médios em relação às demais capitais.

Em contrapartida, Curitiba apresentou a maior queda acumulada do semestre, com recuo de 1,94%, ao passar de R$792,89, em dezembro de 2025, para R$777,53 em maio de 2026. O resultado reflete oscilações na produção agrícola regional, que impactaram diretamente os preços. Já o Rio de Janeiro encerrou o período praticamente estável, com variação de apenas 0,30%, saindo de R$987,32 para R$990,32 movimento que, somado à alta mais acentuada registrada por São Paulo, explica a perda da liderança de preços para a capital paulista. Manaus também terminou o semestre em estabilidade, com leve recuo de 0,03%, passando de R$852,60 para R$852,30, sinalizando alívio nos preços apesar dos desafios logísticos característicos da região Norte.

O cenário geral do semestre foi marcado pela heterogeneidade entre as capitais. Belo Horizonte e Fortaleza lideraram as altas acumuladas, enquanto Curitiba registrou a maior queda do período. O Rio de Janeiro encerrou praticamente estável, mas perdeu a liderança de preços para São Paulo. Já Brasília, Salvador e Manaus avançaram ou recuaram em ritmo moderado. No balanço, a diferença entre a maior alta (+8,42% em Belo Horizonte) e a maior queda (−1,94% em Curitiba) evidencia o quanto o custo da cesta básica pode variar dentro do mesmo país em apenas seis meses. Esses contrastes reforçam que não há tendência uniforme: cada capital responde a dinâmicas próprias de abastecimento, logística e demanda local, tornando o monitoramento regional indispensável para compreender o impacto da inflação sobre o orçamento das famílias brasileiras.

“Maio trouxe um cenário de alta generalizada para a cesta básica, com todas as oito capitais registrando aumento em relação a abril de 2026. Os destaques foram Brasília (+3,30%), Fortaleza (+3,18%) e São Paulo (+2,67%), puxadas principalmente pela pressão dos legumes, que avançaram com força em praticamente todas as praças monitoradas. Com o movimento, São Paulo ultrapassou o Rio de Janeiro e passou a registrar a cesta básica mais cara do país. Por outro lado, o Rio de Janeiro registrou a menor variação (+0,91%), ainda que mantenha custos elevados (R$ 990,32). No acumulado semestral, Belo Horizonte segue na liderança das altas (+8,42%), enquanto Curitiba (-1,94%) é a única capital com recuo expressivo em seis meses.” explica Marcelo Alves, Head de Insights da Neogrid

Como o varejo pode responder às oscilações de preços

“Quando fatores climáticos e oscilações na oferta pressionam categorias como legumes e verduras, a resposta do varejo não pode ser apenas reagir ao aumento dos preços. É fundamental investir em abastecimento inteligente, utilizando dados para antecipar movimentos de demanda, ajustar o planejamento de reposição e priorizar a disponibilidade dos itens mais sensíveis. Essa combinação permite reduzir rupturas, diminuir desperdícios e preservar margens, garantindo que o consumidor encontre os produtos essenciais no momento da compra”, completa Marcelo Alves, Head de Insights da Neogrid.

O que mais pressionou as cestas no semestre

No contexto mensal de maio de 2026, os legumes foram, de forma disparada, o principal vetor de pressão sobre a cesta básica em todas as capitais analisadas, com variações expressivas e desiguais entre as regiões. Em Curitiba, o avanço chegou a 43,71%, configurando a maior alta do levantamento e tornando-se o principal fator de encarecimento da cesta. Em outras capitais, os legumes também exerceram influência significativa, como em São Paulo (42,37%) e Manaus (6,90%), reforçando o papel central desse grupo de alimentos na escalada dos preços.

Em São Paulo, os legumes também lideraram a pressão sobre a cesta básica, com alta de 42,37%, seguidos pelo feijão, que avançou 4,48% compondo um quadro de encarecimento concentrado em poucos itens. No Rio de Janeiro, os legumes registraram aumento de 32,56%, enquanto o feijão recuou −1,20%, evidenciando a oscilação entre grupos alimentares e mostrando como diferentes produtos podem puxar a cesta em direções opostas dentro da mesma capital.

Em Belo Horizonte, os legumes avançaram 31,38%, configurando o principal fator de pressão, acompanhados pelo feijão (4,65%) e pelo pão (3,10%). Fortaleza apresentou comportamento semelhante, com os legumes em alta de 27,03% e a carne bovina subindo 6,71%, reforçando o peso dos alimentos básicos no encarecimento da cesta. Já em Salvador, os legumes registraram aumento de 21,91% e o feijão 4,66%, evidenciando a coexistência de movimentos de alta e baixa dentro da mesma capital.

Em Brasília, os legumes avançaram 20,68%, configurando o principal fator de pressão, acompanhados pela alta do feijão (8,14%) e pela queda do pão (−2,18%), que ajudou a atenuar o impacto sobre a cesta. Já em Manaus, o item de maior influência foi o pão, com alta de 9,52%, enquanto os legumes subiram de forma mais moderada (6,90%) em comparação às demais capitais. Esse comportamento distinto sinaliza uma dinâmica de oferta regional própria, marcada por desafios logísticos e sazonalidade diferenciada.

Principais itens por capital:

  • Belo Horizonte: legumes (31,38%), feijão (4,65%);

  • Brasília: legumes (20,68%), feijão (8,14%);

  • Curitiba: legumes (43,71%), arroz (6,10%);

  • Fortaleza: legumes (27,03%), carne bovina (6,71%);

  • Manaus: pão (9,52%), legumes (6,90%);

  • Rio de Janeiro: legumes (32,56%), arroz (2,29%);

  • Salvador: legumes (21,91%), feijão (4,66%);

  • São Paulo: legumes (42,37%), feijão (4,48%).

Quadro 3 – Maiores variações de preços da cesta básica em maio/2026, por capital

No acumulado dos últimos seis meses, o comportamento da cesta básica mostrou forte disparidade entre as capitais analisadas. Belo Horizonte liderou as altas, com avanço de 8,42%, passando de R$710,04, em dezembro de 2025, para R$769,83 em maio de 2026. Esse crescimento expressivo evidencia pressões persistentes sobre alimentos essenciais e coloca a capital mineira como destaque nacional no encarecimento da cesta no período.

Fortaleza registrou no semestre uma elevação expressiva de 7,95% no preço da cesta básica, passando de R$861,24, em dezembro de 2025, para R$929,69 em maio de 2026. Logo em seguida aparece Salvador, com avanço acumulado de 6,84%, saindo de R$829,58 para R$886,29 no mesmo período. O resultado mantém a capital baiana em patamar intermediário, enquanto Fortaleza se consolida entre as cidades com maior pressão de preços no acumulado.

São Paulo acumulou alta de 6,64%, passando de R$938,59, em dezembro para R$1000,94, em maio reforçando, agora também no acumulado, o protagonismo da metrópole paulista entre as cestas mais caras do país. Brasília registrou alta acumulada de 5,67%, passando de R$829,05 em dezembro para R$876,04 em maio, mantendo valores médios em relação às demais capitais.

Em contrapartida, Curitiba apresentou a maior queda acumulada do semestre, com recuo de 1,94%, ao passar de R$792,89, em dezembro de 2025, para R$777,53 em maio de 2026. O resultado reflete oscilações na produção agrícola regional, que impactaram diretamente os preços. Já o Rio de Janeiro encerrou o período praticamente estável, com variação de apenas 0,30%, saindo de R$987,32 para R$990,32 movimento que, somado à alta mais acentuada registrada por São Paulo, explica a perda da liderança de preços para a capital paulista. Manaus também terminou o semestre em estabilidade, com leve recuo de 0,03%, passando de R$852,60 para R$852,30, sinalizando alívio nos preços apesar dos desafios logísticos característicos da região Norte.

Itens que ajudaram a conter o custo da cesta

Por outro lado, em maio de 2026 alguns itens essenciais exerceram papel relevante na moderação do custo da cesta básica, evitando uma alta ainda mais expressiva. Os ovos registraram as quedas mais acentuadas do levantamento, com destaque para Curitiba (-20,05%), São Paulo (-8,02%) e Rio de Janeiro (-6,78%), contribuindo de forma significativa para aliviar o orçamento nessas capitais.

O açúcar também recuou de forma generalizada, com Brasília (-5,44%), Curitiba (-3,04%) e São Paulo (-2,99%) entre as maiores quedas. O café em pó e em grãos seguiu a mesma tendência, com recuos relevantes em Fortaleza (-3,39%), São Paulo (-3,18%) e Salvador (-3,03%). O óleo também colaborou para a contenção dos preços, com queda de 4,45% em Belo Horizonte e de 3,58% em Curitiba. O frango, por sua vez, teve comportamento mais misto, com recuo em Fortaleza (-2,63%) e Rio de Janeiro (-1,72%), mas leve alta em Manaus (2,34%) e Belo Horizonte (1,14%).

Quadro 4 – Menores variações de preços da cesta básica em maio/2026, por capital

Entre os itens que mais ajudaram a conter o custo da cesta, destacam-se os ovos, o açúcar e o café, que apresentaram recuos expressivos em diversas capitais. Em Curitiba, os ovos caíram 20,05% a maior queda entre todos os itens monitorados no período, enquanto em Brasília o açúcar recuou 5,44%. Em São Paulo, os ovos registraram queda de 8,02%, contribuindo para reduzir a pressão sobre o custo total da cesta.

Cesta Ampliada: alta em todas as capitais

A cesta de consumo ampliada, que reúne os 18 itens da cesta básica mais produtos de higiene, limpeza e outros itens de consumo totalizando mais de 50 produtos, apresentou novamente comportamento uniforme de alta em maio de 2026, com todas as oito capitais monitoradas registrando aumento nos preços médios mensais, refletindo pressões disseminadas sobre alimentos, higiene pessoal e produtos de limpeza no período.

Capitais com alta em maio:

  • Rio de Janeiro: +0,83%, totalizando R$ 2.234,73, mantendo-se a cesta mais cara do país;

  • Belo Horizonte: +1,56%, chegando a R$ 1.958,66;

  • São Paulo: +1,83%, fechando em R$ 2.144,76;

  • Curitiba: +1,86%, totalizando R$ 1.791,80;

  • Fortaleza: +1,68%, com R$ 1.998,12;

  • Salvador: +1,61%, alcançando R$ 1.971,01;

  • Manaus: +1,14%, fechando em R$ 1.885,65;

  • Brasília: +1,91%, totalizando R$ 2.068,45 — a maior alta entre todas as capitais.

Um ponto relevante a se observar é que, diferentemente do que ocorreu na cesta básica, o Rio de Janeiro mantém a liderança de preços na cesta ampliada, mesmo registrando a menor variação mensal do levantamento (+0,83%). Brasília liderou as variações com +1,91%, seguida por Curitiba (+1,86%) e São Paulo (+1,83%), sugerindo que a pressão sobre itens de higiene, limpeza e hortifrúti tem atingido de forma mais intensa capitais com cestas historicamente mais baratas. Ainda assim, o Rio de Janeiro segue isolado como a capital com o custo da cesta ampliada mais elevado do levantamento, a R$ 2.234,73 uma posição que contrasta com o que se observa na cesta básica, onde São Paulo já assumiu a liderança de preços.

Destaques por capital:

  • Belo Horizonte: queijos (+5,52%), leite condensado (+3,34%);

  • Brasília: verduras (+6,65%), queijos (+4,04%);

  • Curitiba: chocolate (+6,64%), verduras (+6,27%);

  • Fortaleza: chocolate (+6,49%), verduras (+3,70%);

  • Manaus: verduras (+14,55%), queijos (+4,91%);

  • Rio de Janeiro: chocolate (+6,09%), amaciantes de roupas (+2,37%);

  • Salvador: chocolate (+5,81%), verduras (+2,99%);

  • São Paulo: chocolate (+3,61%), queijos (+2,39%).

Quadro 5 – Preços médios em R$ da cesta de consumo ampliada em maio/26, por capital

Chocolate e verduras se destacaram como os principais vetores de pressão, com altas expressivas em diversas capitais. Em Manaus, as verduras dispararam 14,55%, a maior variação entre todos os itens monitorados, enquanto em Brasília avançaram 6,65% e em Curitiba subiram 6,27%. O chocolate também exerceu forte impacto, com destaque para Curitiba (+6,64%), Fortaleza (+6,49%) e Rio de Janeiro (+6,09%). Os queijos contribuíram para a alta em praticamente todas as praças, com maior intensidade em Belo Horizonte (+5,52%) e Manaus (+4,91%), reforçando o caráter disseminado das pressões sobre a cesta ampliada.

Quadro 6 – Maiores variações de preços da cesta ampliada em maio/26, por capital

Na cesta ampliada de maio de 2026, chocolate e verduras se consolidaram como os principais vetores de pressão, registrando altas expressivas em diversas capitais. Em Manaus, as verduras dispararam 14,55%, a maior variação entre todos os itens monitorados, enquanto em Brasília avançaram 6,65% e em Curitiba 6,27%. O chocolate também teve impacto relevante, com destaque para Curitiba (+6,64%), Fortaleza (+6,49%) e Rio de Janeiro (+6,09%). Os queijos contribuíram para a elevação em praticamente todas as cidades, com maior intensidade em Belo Horizonte (+5,52%) e Manaus (+4,91%), reforçando o caráter disseminado das pressões. Outros produtos também ampliaram os custos, como o amaciante de roupas em Curitiba (+5,92%). Já em São Paulo, o leite condensado registrou uma leve queda (−0,34%), mostrando que, embora alguns itens tenham atuado como moderadores pontuais, o quadro geral foi de encarecimento amplo e consistente.

Encerrando a análise, os dados mostram que a inflação da cesta básica e ampliada em 2026 ganhou caráter estrutural, atingindo tanto alimentos quanto itens de higiene e limpeza. A alta simultânea em todas as capitais, somada às disparidades regionais de até 30% entre a cesta mais cara e a mais barata, evidencia que os choques de oferta em produtos como leguminosas, verdurasqueijos e até bens não alimentares não podem ser contidos apenas pela política monetária. O quadro macroeconômico aponta para uma inflação difusa e persistente, exigindo medidas complementares em logística, tributação e regulação do varejo para proteger o poder de compra das famílias brasileiras.

Sobre a Cesta de Consumo NEOGRID & FGV IBRE

A Neogrid e o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas – FGV IBRE (https://portalibre.fgv.br/) se uniram para lançar a plataforma Cesta de Consumo. O serviço monitora a variação de preço de duas cestas de consumo típicas brasileiras pela análise da leitura mensal de mais de 35 milhões de notas fiscais: a Cesta de Consumo Básica, que conta com 22 alimentos básicos com maior presença nas compras do shopper, e a Cesta de Consumo Ampliada, contendo mais de 50 produtos de consumo, incluindo bebidas e itens de limpeza, higiene e beleza.

A plataforma, que pode ser acessada no Painel de Insights Neogrid no link https://hub.neogrid.com/painel-insights-ecossistema-neogrid monitora a variação e o comportamento dos preços nas oito maiores capitais brasileiras em população – Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, e os produtos e quantidades analisados variam conforme os hábitos de consumo locais.

Sobre a Neogrid: Neogrid é um ecossistema de soluções que transforma dados em insights e tecnologia em poder de ação para aumentar giro de estoque, reduzir ruptura, fortalecendo a colaboração entre indústria, varejo e distribuidor. Com estratégia de transformação guiada pela Inteligência Artificial – e foco total no cliente –, atuamos para que toda a cadeia de consumo e de abastecimento opere de forma integrada, sem faltas e sem excessos, aumentando a disponibilidade de produtos de maneira mais eficiente, sustentável e rentável.

Fonte: ioeste

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