16 jan de 2026
Atenção aos cuidados especiais para o controle da mosca-dos-chifres

Entenda porque o pecuarista precisa ter maior rigor na definição da linha de tratamento e na alternância de produtos contra essa praga

O início da estação chuvosa traz alívio aos produtores, mas também marca o retorno de uma incômoda visitante alada: a mosca-dos-chifres (Haematobia irritans).

Velha conhecida, a praga impacta diretamente o ganho de peso dos animais, principalmente por causa do estresse causado por suas picadas, que interferem no pastejo, diminuem a ingestão de alimento e aumentam o gasto energético dos animais.

Para minimizar as perdas, é preciso fazer o controle da mosca na hora certa, tomando o cuidado de escolher o produto mais indicado, considerando-se o histórico de uso dos fármacos na propriedade.

Embora possa ser encontrada ao longo de todo o ano no rebanho, as infestações da mosca-dos-chifres são mais baixas durante o período seco. O aumento da temperatura e da umidade, por sua vez, características da estação chuvosa na maior parte do País, favorecem a proliferação da praga.

Há dois picos populacionais anuais: após o início das chuvas (geralmente de outubro a dezembro), e no final das águas, que ocorre com maior frequência entre os meses de março e maio. A duração dos picos é relativamente curta, em torno de duas semanas.

Embora a sazonalidade da mosca-dos-chifres indique as épocas mais propícias para realizar o tratamento, é o comportamento dos bovinos, especialmente seu movimento defensivo com a cabeça, o melhor critério para se tomar a decisão de controle.

“Observe o gado, procure entender o que os animais estão ‘dizendo’. Se uma boa parcela do rebanho, de 20% a 30%, está batendo a cabeça no dorso, incomodada com a mosca, é sinal de que a infestação já atingiu um nível de prejuízo econômico e deve ser controlada”, afirma Thadeu Barros, pesquisador da Embrapa Gado de Corte, de Campo Grande (MS).

Para Barros, um único movimento de defesa do animal com a cabeça é o suficiente para ser contabilizado como incômodo. “Não é um parâmetro quantitativo, mas qualitativo”, diz.

O pesquisador considera o comportamento animal mais importante do que o número de moscas no ambiente.

“O pico populacional não é o que mais importa. No final da seca, por exemplo, quando a disponibilidade de pasto é menor e os animais estão mais debilitados, poucas moscas podem trazer incômodo a ponto de comprometer o ganho de peso”, afirma.

Para reduzir os prejuízos causados pela praga, Barros defende a união de dois conceitos: o tratamento estratégico, que considera a dinâmica populacional da mosca, e o tático, realizado em função de uma necessidade imediata, geralmente por conta de um alto nível de infestação.

Na íntegra desta reportagem, você também confere:

  • As duas linhas de prevenção mais indicadas contra a mosca-dos-chifres;
  • A atenção especial que o pecuarista precisa ter na utilização de brincos;
  • O cuidado permanente que deve pautar o controle desta praga;
  • O que o produtor não deve fazer no combate à mosca-dos-chifres;
  • As cinco classes de produtos com ação mosquicida à disposição do produtor.
  • O cuidado vital na hora de fazer a alternância de produtos.

Assine a DBO e tenha acesso completo a esta e outras reportagens exclusivas.

Fonte: Portal DBO

Oferecimento:

77 9 9926-6484 / 77 9 9979-1856