
Como funciona o método NIR na análise do dendê
A metodologia de análise se baseia na interação entre radiação eletromagnética na região do infravermelho emitida pelo equipamento NIR com a amostra que está sendo analisada. Quando essa luz incide sobre um objeto, certas cores são absorvidas e outras refletidas ou transmitidas. A base física de absorção de luz é relacionada à natureza das ligações moleculares que, por sua vez, são definidas pelos vínculos entre átomos dentro de moléculas.
A frequência da vibração entre essas moléculas provoca determinada absorção de luz na região infravermelha. O aparelho então mede as diferenças entre a quantidade de luz emitida pela NIR e a refletida pela amostra. Nessa reflexão, cada comprimento de onda gera um espectro (gráfico de respostas), que funciona como uma impressão digital de uma amostra.
“Nosso trabalho consiste em fazer as análises químicas convencionais de laboratório, e ’ensinar‘ ao equipamento quais comprimentos específicos estão associados às variações de teor de determinado componente químico. A partir disso, partimos para a quimiometria, que é a aplicação da matemática à química analítica”, detalha a pesquisadora Simone Mendonça.
A técnica é uma integração entre espectroscopia, estatística e computação de dados. “Ao fim desse trabalho teremos um equipamento calibrado e então será possível que, apenas apertando um botão, tenhamos em poucos segundos os resultados químicos como teor de óleo, acidez, perfil de ácidos graxos, etc. do fruto do dendê na tela do celular ao qual o equipamento estará acoplado”, prevê.
A análise é feita no fruto inteiro ou cortado ao meio, captando o espectro diretamente na polpa.
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