
Como controlar
Algumas medidas de controle foram testadas sob a orientação de pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental em um plantio afetado pela praga no município de Iranduba (AM). A propriedade, que serviu de base para a pesquisa, é do produtor de frutas Edney Marques. Ele conta que a infestação foi alta e gerou perda de frutos. “Afetou bastante a produção e dá muito trabalho para controlar”, complementa Marques.
Com base nessa experimentação, foram apresentadas instruções como poda de limpeza e remoção dos galhos. Os galhos removidos podem ser enterrados, queimados ou expostos ao sol para promover a desidratação e morte das cochonilhas. Nas partes que não puderam ser podadas, foram removidas as cascas e os insetos com a ajuda de um escovão de cerdas duras. Nas áreas escovadas, foi aplicado óleo mineral (75,6% m/v) na concentração de 1,5 ml do produto para 1 L de água. O controle da praga se deu após duas aplicações com intervalos de 15 dias.
O agrônomo Selmo da Costa, produtor de frutas no município de Manaquiri (AM), conta que também enfrentou problema parecido com a presença da cochonilha exótica em seu plantio de goiaba e perdeu a produção de cinco anos. Fez a poda, mas sem poder recuperar o plantio, vendeu a área. Costa relata que iniciou novo plantio em outra área com 380 pés de goiaba no campo. Nesse está fazendo monitoramento, para evitar novas perdas. “É extremamente difícil de controlar”, afirma o agrônomo, que trabalha no órgão estadual de extensão rural no Amazonas, o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam). Em visita a outras propriedades, conta que encontrou cochonilhas em goiabeiras que apresentam sintomas semelhantes em municípios amazonenses próximos a Manaus, em propriedades no interior de Manaquiri, Manacapuru, Careiro da Várzea, Careiro-Castanho e Rio Preto da Eva, em plantios pequenos de até um hectare. Embora os sintomas sejam parecidos, ainda não há confirmação que sejam cochonilhas da mesma espécie.
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