A superintendente de Registro Genealógico da Arco, Magali Moura, coloca que apesar de ter ocorrido em 2024 uma certa estabilidade na inscrição de animais, a comercialização triplicou. Ela acredita que em 2025 mais animais serão registrados, especialmente devido à entrada, no início deste ano, de uma nova raça de ovinos criada na região Nordeste do país, denominada Soinga. “O decréscimo nos registros ficou em torno de 1,8%, passando de 43,394 mil para 42,647 mil, ou seja, uma leve redução de 747 animais”, explica.
De acordo com Magali, a seca que aconteceu no Nordeste, no final do ano passado, provocou a perda de muitos animais impactando no número de registros. “Também muitos criadores do Rio Grande do Sul tiveram perdas de ovinos relacionadas à enchente que atingiu o estado em maio de 2024 e, inclusive, receberam o apoio da entidade”, salienta.
Para o presidente da Arco, Edemundo Gressler, saber que o mercado para os ovinos movimentou-se de forma tão vertiginosa em 2024, mesmo sendo um ano desafiador, só reafirma o grande potencial econômico da ovinocultura. “A comercialização é o passaporte para o crescimento da produção e quando ela é crescente ou supera as nossas expectativas, inclusive como produtor, nos dá a certeza que o bom trabalho, apesar de árduo, sempre dá bons resultados para todos” conclui.