Eficiência no uso da água impulsiona novas decisões no agro do Espírito Santo e sul da Bahia
Irregularidade climática e custos elevados fazem produtores buscar tecnologias que aumentem a previsibilidade e reduzam perdas no campo
A produção agrícola no Espírito Santo e no sul da Bahia tem sido cada vez mais impactada pela irregularidade das chuvas e pela necessidade de uso mais racional da água. Em regiões onde a irrigação é parte essencial do sistema produtivo, produtores passaram a priorizar tecnologias que ajudam a aumentar a eficiência hídrica e a estabilidade das lavouras.
Segundo o Atlas Irrigação – Uso da Água na Agricultura Irrigada, elaborado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Brasil possui cerca de 8,2 milhões de hectares equipados para irrigação. O levantamento também aponta que a agricultura irrigada responde por aproximadamente 46% da retirada de água dos corpos hídricos e 67% do consumo total, o que reforça a importância de práticas e tecnologias que reduzam desperdícios e aumentem a eficiência do uso do recurso.
Nos últimos ciclos, a combinação entre períodos de estiagem, aumento dos custos de produção e maior pressão por produtividade levou o campo a rever práticas tradicionais de manejo. O foco deixou de ser apenas produzir mais e passou a incluir previsibilidade, controle e melhor aproveitamento dos recursos disponíveis.
Esse movimento é especialmente relevante em regiões com forte presença de culturas irrigadas e perenes, como café, fruticultura e hortaliças, comuns no Espírito Santo e no sul da Bahia. Nessas áreas, cada ajuste no manejo da água e do solo tem impacto direto na produtividade e na sustentabilidade da lavoura.
De acordo com Francisco de Carvalho, gerente comercial da Hydroplan-EB, a adoção de tecnologias voltadas à eficiência hídrica deixou de ser uma alternativa e passou a integrar a estratégia produtiva das propriedades. Um exemplo é o HB10 DRIP, solução desenvolvida para atuar diretamente em todo o sistema de irrigação, com foco especial na irrigação por gotejamento.
“Esse produto é utilizado em toda a linha de irrigação, com o objetivo de reduzir o volume de água necessário para a rega, melhorar a eficiência da distribuição da água no solo e aumentar a produtividade das culturas. Ele é único no mercado, com alta eficiência comprovada em culturas como café e frutas, muito representativas nessa região”, explica.
Ao atuar diretamente na irrigação, o HB10 DRIP contribui para uma rega mais uniforme, menor desperdício de água e maior previsibilidade no manejo hídrico, fatores decisivos em regiões afetadas pela irregularidade climática.
Já o HYB PLUS possui uma função diferente e complementar, atuando em outro momento do ciclo produtivo. O produto é aplicado no solo, no momento do plantio ou do transplante, com foco no estabelecimento inicial das mudas.
“Ele auxilia na retenção de água e nutrientes na região das raízes, ajudando a salvar as mudas e reduzir perdas logo após o plantio. O principal objetivo é garantir melhor pegamento, estimular o enraizamento e permitir que a planta inicie seu desenvolvimento necessitando de um menor volume de água”, afirma Carvalho.
Essa atuação é estratégica nas fases iniciais da cultura, quando a muda ainda é mais sensível. O produto oferece mais segurança ao produtor, reduz o estresse hídrico inicial e melhora as condições para que a planta brote, enraíze e se estabeleça no solo.
Dados do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, com base no mesmo Atlas da ANA, indicam que áreas irrigadas tendem a apresentar maior estabilidade produtiva e possibilidade de mais de uma safra ao ano, o que reforça o papel da irrigação eficiente como fator de competitividade regional.
Além disso, o avanço da irrigação tecnificada no país é evidente. Levantamentos recentes apontam que a área irrigada por pivôs centrais já ultrapassa 2,2 milhões de hectares, com crescimento expressivo nos últimos anos, sinalizando a busca por maior controle e eficiência no uso da água.
Especialistas avaliam que esse movimento tende a se intensificar à medida que eventos climáticos extremos se tornam mais frequentes. Em um cenário de margens apertadas, produzir bem passa a significar produzir com menor desperdício, maior controle dos processos e decisões técnicas mais precisas.
No Espírito Santo e no sul da Bahia, a eficiência hídrica deixou de ser uma alternativa e passou a ocupar papel central no planejamento agrícola. Tecnologias com funções bem definidas — seja na irrigação ou no estabelecimento das plantas — se consolidam como aliadas do produtor na construção de sistemas produtivos mais resilientes, previsíveis e sustentáveis.
Sobre a Hydroplan-EB:
Com 26 anos de atuação, a Hydroplan-EB tem como propósito tornar o agronegócio mais sustentável, oferecendo produtos que garantem uma safra mais eficiente e menor impacto ambiental. Referência global na aplicação do gel na agricultura, a empresa se destaca também no desenvolvimento e uso de produtos de origem natural, como óleos essenciais e fertilizantes especiais, no mercado agrícola.