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Foto (recuperação de área de mineração na Região Norte do País)Nos primeiros experimentos foram testadas menos de dez espécies de leguminosas com potencial madeireiro, como sabiá (Mimosa caesalpiniifolia), gliricídia (Gliricidia sepium) e saman (Samanea saman). Hoje, a base de dados acumulada pela Embrapa já contempla centenas de espécies com potencial de uso em todos os biomas brasileiros, desde a Amazônia até o Semiárido. “Começamos com poucos exemplos e hoje temos informações que orientam o uso de leguminosas para praticamente todas as condições de solo e clima do País”, observa o pesquisador Alexander Resende.O papel invisível dos microrganismosO segredo da tecnologia está na associação simbiótica entre plantas e microrganismos. As bactérias conhecidas como rizóbios colonizam as raízes das leguminosas e formam nódulos, onde capturam o nitrogênio do ar e o convertem em uma forma assimilável pela planta. Os fungos micorrízicos, por sua vez, ampliam o alcance das raízes no solo, favorecendo a absorção de água e nutrientes, especialmente o fósforo.Essa relação de troca cria uma aliança que aumenta o crescimento vegetal mesmo em solos degradados e acelera a formação de matéria orgânica. As folhas, raízes e galhos caídos enriquecem a terra e reativam processos ecológicos essenciais, como a ciclagem de nutrientes e a retenção de água. “O que fazemos é otimizar uma simbiose natural, selecionando as bactérias, fungos e espécies de plantas mais adaptadas para formar um sistema eficiente, capaz de reconstruir a fertilidade e preparar o terreno para o retorno da biodiversidade”, resume Eduardo Campello.
Foto: Liliane Bello (recuperação Caatinga)
Fotos: Eduardo Campello (recuperação área de mineração na Caatinga – na esquerda, após 3 meses, e na direita, após 18 meses)
Parcerias e próximos passosO desenvolvimento da tecnologia contou com o apoio de instituições como: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento (Faped), e de empresas como Alcoa, Alumar, BHP, MRN, Norsk Hydro, Petrobras, Vale, além de parcerias com o Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes/Petrobras), o Instituto Federal de Educação do Rio de Janeiro (IFRJ), a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), e prefeituras locais.A equipe da Embrapa planeja agora ampliar testes com os inoculantes multiespécies e trabalhar com a indústria de bioinsumos para viabilizar a produção em escala e o treinamento de viveiristas em todo o País. |
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