Estudo da Neogrid aponta alta também no feijão e no leite UHT, enquanto ovos, farinha de mandioca e café registram queda na região.
São Paulo, junho de 2026 – A chegada das temperaturas mais baixas muda a sazonalidade da produção agrícola e contribui para a alta dos preços das hortaliças, que lideraram as elevações dos alimentos em maio, pressionando o bolso do consumidor em todo o país. Segundo o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, realizado pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados que desenvolve soluções para a gestão da cadeia de consumo, a categoria de legumes avançou 15,1% em relação a abril.
O preço médio da categoria passou de R$ 6,89 para R$ 7,93 no período, com altas registradas em todas as regiões do Brasil. Segundo Marcelo Alves, gerente Executivo de Dados da Neogrid, o movimento está diretamente relacionado às condições de oferta e ao clima: “As categorias mais pressionadas em maio são justamente aquelas mais sensíveis à oferta e às condições climáticas. Em épocas mais frias, a produtividade e o ritmo de maturação de alguns produtos podem ser afetados, diminuindo a disponibilidade e elevando os preços ao consumidor”, afirma.
“O cenário também chama atenção para a importância do abastecimento inteligente em períodos de maior volatilidade. Em categorias sensíveis ao clima, como hortifrútis, a combinação entre previsibilidade de demanda e maior visibilidade dos estoques contribui para decisões de reposição mais assertivas, reduzindo rupturas e desperdícios ao longo da cadeia de consumo.”, completa Alves.
Entre os demais itens analisados pela Neogrid, o leite em pó contabilizou alta de 9%, com o preço médio variando de R$ 40,47 para R$ 44,10. O feijão aumentou 5%, ao passo que o molho de tomate e a água mineral tiveram elevações de 3,3% e 3,5%, respectivamente.
Na direção oposta, algumas categorias trouxeram alívio ao consumidor. Os ovos recuaram 6,5%, com o preço da unidade encolhendo de R$ 0,97 para R$ 0,90. As massas alimentícias secas caíram 3%, enquanto o café em pó e em grãos retraiu 2,5%. Também houve queda na carne suína (-1,4%), no açúcar (-1,1%) e no óleo de soja (-0,9%), sendo este último o único item com redução de preços em todas as regiões do país.
Pressão acumulada no ano
No acumulado entre dezembro de 2025 e maio de 2026, os legumes continuam liderando as maiores altas do varejo alimentar, com valorização de 44,2%, saindo de R$ 5,50 para R$ 7,93. Em seguida aparecem feijão (26,5%), leite UHT (23,9%), carne bovina (6%) e ovos (6%).
“Para os próximos meses, seguimos monitorando o comportamento do clima, especialmente diante das projeções relacionadas ao El Niño. Caso o fenômeno se consolide, alterações no regime de chuvas e nas temperaturas podem gerar novos impactos para a produção agrícola e ampliar a volatilidade em categorias como hortifruti e lácteos, o que exigirá uma cadeia de consumo mais abastecida e preparada para eventualidades”, acrescenta Alves.
Variações de preços em maio de 2026 no Nordeste
Na região Nordeste, as categorias que apresentaram maior elevação de preço foram legumes (13,7%), sabão para roupas (7,3%), feijão (6,2%), sal (4,7%) e leite UHT (4,2%). Em contrapartida, os principais recuos foram observados nos ovos (-8,1%), farinha de mandioca (-8,1%), café em pó e em grãos (-3,2%), massas alimentícias secas (-2,9%) e carne bovina (-2,9%).
Sobre a Neogrid: Neogrid é um ecossistema de soluções que transforma dados em insights e tecnologia em poder de ação para aumentar giro de estoque, reduzir ruptura, fortalecendo a colaboração entre indústria, varejo e distribuidor. Com estratégia de transformação guiada pela Inteligência Artificial – e foco total no cliente –, atuamos para que toda a cadeia de consumo e de abastecimento opere de forma integrada, sem faltas e sem excessos, aumentando a disponibilidade de produtos de maneira mais eficiente, sustentável e rentável.
Fonte: ioeste
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