Renegociação em momentos de crise: como o produtor pode evitar a recuperação judicial em 2026
O avanço do endividamento rural em diferentes regiões do país deve marcar o início do ciclo 2025/26, ao mesmo tempo em que o crédito permanece indispensável para viabilizar a operação agrícola. A pressão financeira já aparece nos tribunais: apenas no segundo trimestre, o agronegócio registrou 565 pedidos de recuperação judicial, uma alta de 31,7% em relação ao mesmo período de 2024. O movimento acende um alerta especialmente para pequenos produtores e arrendatários, mais vulneráveis por contarem com menor capacidade de oferecer garantias.
Para comentar como o produtor pode atravessar esse período de maior exposição ao risco sem recorrer à recuperação judicial, colocamos à disposição Victor Lemos Cardoso, Head Comercial da Agree, especialista em estruturação financeira e análise de crédito no agronegócio. Ele pode contextualizar temas como reorganização do fluxo de caixa, avaliação da capacidade real de pagamento, escolha adequada das modalidades de crédito, identificação de sinais de estrangulamento financeiro e caminhos de negociação que devem ser acionados antes do colapso. A análise também aborda por que, mesmo em um cenário adverso, o crédito continua sendo ferramenta essencial para manter a atividade rural e planejar a próxima safra com segurança.