28 jun de 2024
Brasil – Clima – Inverno requer atenção aos setores de energia e agronegócio, alerta Climatempo

Com picos de frio e seca prolongada, inverno requer atenção dos setores de energia e agronegócio

Clima seco pode pressionar a oferta e a demanda de energia, enquanto picos de frio, com geadas, são ameaças para as lavouras, segundo alerta da Climatempo, que promove evento para debater os impactos das mudanças climáticas sobre esses setores
 

O inverno deste ano deverá apresentar períodos de seca prolongados, com temperaturas ainda acima da média, ao mesmo tempo que trará picos de frio intensos que elevam os riscos de geada, segundo avaliação da Climatempo, a maior e mais reconhecida empresa de consultoria meteorológica e previsão do tempo do Brasil e da América Latina. As características da estação, influenciadas pelo La Niña, acendem um alerta no setor elétrico, por causa do impacto sobre a oferta e a demanda de energia, e também no agronegócio, pela possibilidade de geadas que podem avançar pelo Centro Sul do Brasil e atingir áreas produtoras de café e cana-de açúcar, as mais suscetíveis às baixas temperaturas.

O início do La Niña está previsto para agosto, devendo ganhar força na primavera e atingir seu pico no início do verão, perdendo intensidade só no outono do próximo ano. O fenômeno vai acentuar ainda mais os períodos de seca registrados neste inverno nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, conforme já está ocorrendo. Da mesma forma, vai trazer chuvas bem abaixo da média nestas regiões e prolongar a seca também no Sul. Associado a um inverno com temperaturas acima da média, deve pressionar ainda mais o consumo de energia no País.

“Com o La Niña se formando em agosto, a tendência é de período seco mais prolongado e atraso na retomada do período úmido na primavera”, observa a meteorologista e especialista em clima para o setor elétrico, Ana Clara Marques, da Climatempo. Em sua avaliação, o aumento do consumo de energia no inverno, em decorrência de temperaturas mais altas do que o normal, combinado com a diminuição de chuvas no Sul, tende a provocar um sinal de alerta no setor.

No caso do agronegócio, os impactos do La Niña, além da possibilidade de picos de frio com geada afetando café e a cana de açúcar, podem abranger o frio tardio no início da primavera mais para o Sul do Brasil, podendo prejudicar cultivos de inverno como o trigo na fase de florada. “Por outro lado, o La Niña tem a característica de aumentar as chuvas sobre as áreas mais ao Norte e Nordeste do País, de modo que a fronteira agrícola do Matopiba, que abrange o Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, costuma produzir muito bem em anos com esse fenômeno”, destaca Nadiara Pereira, meteorologista e especialista em clima para o agronegócio da Climatempo.

Com o objetivo de discutir os impactos dos fenômenos meteorológicos e das mudanças climáticas nos setores elétrico e do agronegócio e formas de mitigar esses efeitos por meio da transição energética e de outras medidas sustentáveis, a Climatempo vai reunir grandes especialistas, profissionais e entusiastas de players dos setores de energia e do agronegócio no próximo dia 25 de julho, no Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (SP), para a realização do II EMSEA (Encontro Nacional de Mudanças Climáticas Para o Setor de Energia e Agronegócio).

O evento não apenas conscientiza e envolve as empresas do setor de energia com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS-13), mas também agrega o Agronegócio neste contexto, por meio de discussões e apresentações de estratégias inovadoras, tecnologias sustentáveis e de políticas que favoreçam a redução das emissões e promovam a sustentabilidade.

Sobre a Climatempo

A Climatempo é a maior e mais reconhecida empresa de consultoria meteorológica e previsão do tempo do Brasil e da América Latina. Desenvolve serviços de análises e previsões meteorológicas para empresas e instituições da área pública e privada, com serviços especializados que atendem diversos setores de atividades, como energia, mineração, agronegócio e logística, entre outros. Para o público em geral, fornece informações sobre o tempo por meio do seu website e aplicativos, e boletins com previsão do tempo para diversos veículos de comunicação. Juntos, esses canais somam 20 milhões de usuários mensalmente.

Comprometida com a inovação, foi a primeira empresa privada a oferecer análises climáticas customizadas no mercado brasileiro e, em 2015, instalou o LABS Climatempo no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP), para atuar na pesquisa e no desenvolvimento de soluções para tempo severo, energias renováveis (eólica e solar), hidrologia, comercialização e geração de energia, navegação interior, oceanografia e cidades inteligentes. Fundada em 1988, a Climatempo foi adquirida, em 2019, pela StormGeo, empresa líder global em serviços de inteligência meteorológica e suporte à decisão, sediada na Noruega, com presença em 15 países e 515 funcionários, e que, desde 2021, integra o grupo Alfa Laval, líder global no fornecimento de produtos nas áreas de transferência de calor, separação e manuseio de fluidos.

Fonte: Ascom Climatempo

Oferecimento:

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