Ao longo do encontro, o Brasil, presidente do G20 este ano, buscou consolidar um consenso entre as potências sobre os desafios impostos pela mudança climática, como a perda de biodiversidade, a degradação dos oceanos e do solo e a poluição. A declaração final estabelece metas ambiciosas, como triplicar a capacidade global de energia renovável e finalizar negociações sobre a poluição plástica até o final de 2024.
Além disso, a declaração abordou a tributação de super-ricos, tema polêmico que vem sendo defendido pelo Brasil como uma forma de financiar iniciativas sociais e ambientais. A proposta enfrenta resistência, principalmente dos Estados Unidos, que argumentam pela soberania tributária de cada país.
Embora a Argentina tenha manifestado reservas em relação à Agenda 2030, o país assinou a declaração final, sinalizando um apoio às diretrizes globais de desenvolvimento sustentável. O encontro, que chega ao fim nesta terça (19), também destacará a necessidade de reformas nas instituições globais de governança e um esforço conjunto para reduzir as disparidades econômicas e sociais entre as nações.
