Iglesias explica que, com o endurecimento das relações comerciais entre os dois países, a China já está buscando alternativas, estreitando os laços comerciais com a União Europeia e o Canadá. Isso ocorre em meio a altas tarifas sobre os carros elétricos e outros produtos norte-americanos. Nesse contexto, o Brasil, como um dos maiores exportadores mundiais de carne, poderia ganhar competitividade, principalmente no mercado de carnes suínas e de frango, produtos nos quais os Estados Unidos ainda mantêm força de exportação.
O analista destaca que, embora o rebanho bovino dos EUA tenha diminuído para seu menor nível desde a década de 1950, tornando a carne bovina americana menos competitiva no mercado global, a carne de frango e suína ainda são segmentos onde os Estados Unidos competem fortemente. Assim, um agravamento da relação comercial com a China pode resultar em maior demanda pelos produtos brasileiros, ampliando as exportações do Brasil nesse segmento.
