Os prejuízos aos pecuaristas vão além da redução no peso dos animais: estima-se que os carrapatos causem um custo de US$ 6,8 bilhões anuais ao setor. Esse montante considera tanto os danos diretos, como a irritação e espoliação de sangue nos bovinos, quanto os indiretos, que incluem gastos com tratamentos, transmissão de doenças e danos ao couro. No Rio Grande do Sul, onde a umidade e o perfil genético do rebanho favorecem as infestações, o carrapato Rhipicephalus microplus é um dos principais vilões, transmitindo doenças como a Tristeza Parasitária Bovina.
Para combater o problema, o veterinário Felipe Pivoto, da Vetoquinol Saúde Animal, recomenda a adoção de um calendário sanitário. No clima gaúcho, propício à proliferação do parasita, mais de três gerações de carrapatos podem surgir por ano, intensificando o desafio de controlar as infestações e reduzir as perdas no setor pecuário.
