16 jun de 2026
Manejo nutricional estratégico é a chave para superar desafios climáticos e garantir qualidade na safra de café, destaca especialista

O equilíbrio do solo e o uso de tecnologias fisiológicas atenuam estresses hídricos e térmicos, impulsionando a produtividade e a rentabilidade do cafeicultor

O Brasil vive atualmente o período de colheita da safra de café, momento crucial em que começam a ser confirmadas as expectativas construídas ao longo de todo o ciclo produtivo. Nesta temporada, as condições climáticas desempenharam um papel altamente desafiador para a cafeicultura nacional. A ocorrência de falta de chuvas e as altas temperaturas logo após a florada, coincidindo com o início da formação e expansão dos grãos, reduziram as expectativas iniciais dos produtores em relação ao tamanho de peneira em diversas regiões.

Contudo, a regularização posterior das chuvas durante as fases de desenvolvimento e enchimento dos frutos contribuiu para uma recuperação parcial das lavouras, favorecendo o enchimento dos grãos e melhorando significativamente as perspectivas de rendimento final, que poderá ser superior ao inicialmente projetado logo após o período de estresse climático.

Diante deste cenário oscilante, a atenção do setor permanece fortemente voltada para a qualidade dos grãos, fator fundamental para a rentabilidade do produtor no mercado. Esse contexto reforça a importância de analisar a safra muito além do potencial produtivo estimado inicialmente. Segundo Plínio Duarte Corrêa, engenheiro agrônomo e especialista em Desenvolvimento Técnico de Mercado da Nitro, o cenário atual tende a ampliar significativamente a diferença entre as áreas que receberam um manejo nutricional adequado e aquelas que sofreram com limitações severas durante o ciclo. “As lavouras bem nutridas e dotadas de bom equilíbrio fisiológico conseguiram aproveitar melhor o retorno das chuvas para sustentar o enchimento dos frutos, mostrando que o impacto final da safra variará de acordo com a capacidade de resposta de cada lavoura por meio de um manejo eficiente”, afirma.

De acordo com o especialista, este cenário desta safra deixou claro como lavouras bem manejadas respondem melhor aos desafios climáticos, ressaltando o papel da fertilidade do solo, de um sistema radicular desenvolvido e de uma nutrição equilibrada para suportar o estresse hídrico e térmico. O equilíbrio do solo é o pilar fundamental desse processo, pois além de favorecer o crescimento das raízes, aumenta expressivamente a capacidade de retenção e o aproveitamento da água, garantindo o fornecimento adequado de nutrientes nos momentos de maior demanda fisiológica da planta. Na prática, uma lavoura com a nutrição em dia mantém maior atividade fotossintética, melhor enchimento de frutos e possui maior capacidade de recuperação após períodos adversos. Assim, quando as chuvas retornam, essas plantas transformam as condições favoráveis em produtividade e rendimento, evidenciando que a resiliência da lavoura deve ser construída antes que os desafios climáticos aconteçam.

Como o ciclo do cafeeiro é longo e passa por fases muito distintas, as exigências nutricionais variam significativamente ao longo do caminho. Logo após a colheita, a prioridade absoluta é a recomposição de reservas para a próxima safra. Na sequência, durante a florada e o pegamento dos frutos, a nutrição torna-se o alicerce para garantir um bom potencial produtivo. Já nas fases de formação, expansão e enchimento dos grãos, a demanda por nutrientes aumenta de forma expressiva, pois é justamente nesse período que são definidos o tamanho dos grãos, o rendimento, e parte crucial da qualidade da safra. Portanto, o manejo nutricional precisa ser criteriosamente planejado para atender as necessidades específicas de cada fase, assegurando a disponibilidade contínua e equilibrada de elementos essenciais para evitar limitações que comprometem o potencial de peneira.

Para os produtores que buscam maior estabilidade produtiva diante das oscilações climáticas, as tecnologias nutricionais têm se consolidado como importantes aliadas no campo. O engenheiro agrônomo da Nitro salienta a relevância das fontes de nutrientes com maior eficiência de absorção, que favorecem uma disponibilidade mais rápida e direcionada às necessidades fisiológicas do cafeeiro nas fases críticas de expansão e enchimento. “Da mesma forma, as fontes de liberação gradual no solo proporcionam maior constância no fornecimento de nutrientes, reduzindo perdas e mantendo a planta nutrida por mais tempo. Adicionalmente, os produtos com atuação fisiológica vêm ganhando espaço estratégico por atuarem diretamente no metabolismo vegetal, auxiliando no enraizamento, na tolerância ao estresse e na eficiência fotossintética, refletindo em maior uniformidade na colheita”, explica Corrêa.

Os reflexos de uma nutrição assertiva e contínua consolidam o fato de que produtividade e qualidade caminham juntas. O equilíbrio nutricional assegura que a planta desenvolva grãos mais densos, uniformes e com melhor desenvolvimento fisiológico. Isso impacta diretamente a classificação física do café, resultando em um maior percentual de peneira alta, menor incidência de defeitos e melhor padrão visual e físico do lote. Na bebida, o manejo assertivo potencializa o valor sensorial do café, traduzindo-se em uma xícara mais limpa, uniforme e com excelente expressão de atributos nobres como doçura e complexidade. Além disso, a nutrição equilibrada ajuda a mitigar a desuniformidade de maturação, que é um problema fisiológico natural do cafeeiro devido às múltiplas floradas. Plantas bem nutridas mantêm um desenvolvimento regular dos frutos e apresentam uma maturação mais concentrada, diminuindo sensivelmente a porcentagem de grãos verdes na colheita e gerando maior eficiência operacional.

Para a próxima safra, a principal recomendação é adotar uma estratégia preventiva e integrada, baseada em diagnósticos precisos da lavoura. Segundo o especialista, a rentabilidade está diretamente ligada ao equilíbrio entre solo, planta e ambiente. Por isso, investimentos em correção e manutenção da fertilidade do solo, nutrição equilibrada, soluções biológicas e tecnologias fisiológicas são fundamentais para fortalecer a resiliência do cafezal e sustentar ganhos de produtividade e qualidade ao longo do ciclo.

Sobre a Nitro

A Nitro é uma multinacional brasileira com 90 anos de história, com atuação nos segmentos de insumos para o agronegócio, especialidades químicas e químicos industriais. A Nitro ingressou no agro em 2019 e, em cinco anos no segmento, se consolidou como uma das três maiores empresas de nutrição e biológicos do setor. A Nitro conta com 6 unidades de produção no Brasil e 4 centros de Pesquisa e Desenvolvimento, além dos centros de distribuição, unidades internacionais e escritório administrativo em São Paulo (SP).

Fonte: ioeste

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